segunda-feira, 27 de julho de 2009

Qual o melhor jeito de aprender?

Foram longas horas, nas quais me passaram incontáveis pensamentos. Nem sei como começar esse post, na verdade ele foi planejado, acho que por isso não vai ficar como eu esperava; mas vou falar, falar tudo que não consigo guardar apenas aqui dentro, talvez eu tropeçe, mas eu vou tentar...

Tudo começou ao ver o sol se por. Ao ver, que mais um dia acabora, e que sentada, em uma poltrona, nº13, eu voltaria para a melancólica "cidadezinha"... dessa vez o 13 me deu sorte; eu pude ver a vida, de uma maneira totalmente diferente, de como eu estava vendo. Estava deprê, não nego. Estava sentindo falta, a ausência era culpa, o presente era distante, e tudo se resumia em solidão; foi quando eu resolvi terminar de ler, um certo livro chamado "a garota das laranjas" e não sei porque, aquilo mecheu de uma maneira indescritivel e descontrolada comigo. Algumas palavras, fizeram lágrimas arder, e revelo que aquilo me assustou. Talvez eu guarde sempre esse dia, pela aprendizagem que tomei nele; porque quando a gente aprende alguma coisa, a gente não esquece mesmo, pelo menos eu. Quando eu acabei de ler, eu estava com pensamentos totalmente diferentes de quando começei. Não exatamente "como a vida é bela" ou "vou agradecer por viver" mas eram algo como, "que bom estar aqui, eu não quero que isso termine"; e sabem porque estar na estrada, me faz bem? porque as horas passam tão devagar, é tão bom. É bom a sensação de olhar os carros e imaginar histórias dentro deles, imaginar o que já aconteceu ali, onde eu estava passando, ou o que iria acontecer. E, pensando nisso, me veio tantas coisas a cabeça, e eu pensei que não queria que aquilo acabasse, eu não quero crescer. Me arde, me machuca, saber que daqui alguns anos, eu estarei velha, mas o que me mata não é isso, talvez essa seja a parte boa, até. O que me mata, vai ser ouvir, que a cada dia, uma pessoa partiu; pensamento idiota né? Mas, eu escuto as pessoas de idade falando, "aquele que eu conheci" e eu não me imagino, ouvir a notícia, que aquele que foi meu colega no ensino médio, faleceu tragicamente, nem que aquela amiga, que eu passava as tardes com ela, não está mais aqui, e isso vai indo, até eu não estar mais aqui, e se formar uma nova geração. Qual missão eu cumpri? Alguma deve ter sido. Mas isso parece tão normal, parece que as pessoas não tem mais o poder de se sensibilizar com as coisas, pelo simples fato de aquilo não ser mais novidade, de terem se acostumado com aquilo. Ninguém gosta da rotina, mas a gente vive ela. É, a gente a vive, e a gente não sabe viver sem ela, essa é a verdade, a gente se adapta. A gente sabe, que quando acordar, vai ser cedo, que o sol vai nascer, a gente pode estar em que estado for, mas o sol vai estar lá, as horas vão passar, e a noite chegar, e isso vai se repetir por longos e longos anos. E se um dia o sol não nascer? ou se ele não quizer partir? Acredito que ninguém saberia como agir; e muitas vezes, a gente se depara com situações na vida, que não sabemos mesmo como agir, mas sei lá, acredito que nada é por acaso. E não foi por acaso, que ontem eu resolvi abrir um certo livro, em uma certa hora, que em minutos, talvez uma hora no máximo, mexeu de uma forma comigo, que eu não esperava, que eu não teria a minima noção, e estou aqui, tentando transformar o que eu senti, em palavras. Mas está tudo tão perfeito em minha mente, mas não sei porque, deve que não é para tirar de lá, e registrar, porque não está saíndo como eu quero, nenhum pouco, mas, tentei. Deve, que algumas coisas, são mesmo inexplicáveis.

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